CONHECENDO NOSSAS DOUTRINAS
Um assunto que não podemos abrir mão é exatamente sobre nossas doutrinas. Quais são as nossas doutrinas, em que nós cremos? Pois bem, vamos a elas:
ESCRITURAS SAGRADAS
A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana. É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens. Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo. Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus. Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina. Revela o destino final do mundo e os critérios pelos quais Deus julgará todos os homens. A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas a doutrina e a conduta dos homens. Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo.
DEUS
O único Deus vivo e verdadeiro é espírito pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente e onipresente; é perfeito em santidade, justiça, verdade e amor. Ele é criador, sustentador, redentor, juiz e senhor da história e do universo, que governa pelo seu poder, dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu eterno propósito e graça. Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições. Por isso, a ele devemos todo o amor, culto e obediência. Em sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas distintas mas sem divisão em sua essência.
DEUS PAI
Deus como criador, manifesta disposição paternal para com todos os homens. Historicamente ele se revelou primeiro como pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os propósitos de sua graça. Ele é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e deles fazer filhos por doação. Aqueles que recebem Jesus Cristo e nele crêem são feitos filhos de Deus, nascidos pelo seu Espírito, e, assim, passam a tê-lo como Pai celestial, dele recebendo proteção e disciplina.
DEUS FILHO
Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus. Nele, por ele e para ele, foram criadas todas as coisas. Na plenitude dos tempos ele se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerado pelo Espírito Santo e nascido da virgem Maria, sendo em sua pessoa verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem. Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina e obedeceu a toda a vontade de Deus. Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando as culpas de nossos pecados, conquanto ele mesmo não tivesse pecado. Para salvar-nos do pecado morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde, à destra do Pai, exerce o seu eterno Supremo Sacerdócio. Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens e o único suficiente Salvador e Senhor. Pelo seu Espírito ele está presente e habita no coração de cada crente e na Igreja. Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar sua obra redentora.
DEUS ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo, um em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina. É o Espírito da Verdade. Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras. Ele ilumina os homens e os capacita a compreenderem a verdade divina. No dia de Pentecostes, em cumprimento final da profecia e das promessas quanto à descida do Espírito Santo, ele se manifestou enchendo os discípulos e todos os que estavam ao redor, quando os primeiros discípulos foram batizados no Espírito Santo, passando a fazer parte do corpo de Cristo que é a Igreja. Suas outras manifestações constantes no livro de Atos confirmam a evidência da universalidade do dom do Espírito Santo a todos os que crêem. O Espírito Santo sela o crente, integra, regenera. Ele dá testemunho de Cristo e o glorifica. Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo, opera a regeneração do pecador perdido, sela o crente para o dia da redenção final; habita no crente; guia-o em toda a verdade; capacita-o para obedecer à vontade de Deus. Distribui dons aos filhos de Deus para a edificação do corpo de Cristo e para o ministério da Igreja no mundo. Sua plenitude e seu fruto na vida do crente constituem condições para a vida cristã vitoriosa e testemunhante.
O HOMEM
Por um ato especial, o homem foi criado por Deus à sua imagem e conforme a sua semelhança e disso decorrem o seu valor e dignidade. Seu corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar. Seu espírito procede de Deus e para ele retornará. O Criador ordenou que o homem domine, desenvolva e guarde a obra criada. Criado para glorificação de Deus, seu propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com o seu Criador, bem como cumprir sua divina vontade. Ser pessoal e espiritual, o homem tem capacidade de perceber, conhecer e compreender, ainda que em parte, intelectual e experimentalmente, a verdade revelada e para tomar decisões em matéria de religiosa sem a mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, seja civil ou religioso.
O PECADO
No princípio o homem vivia em estado de inocência e vivia em perfeita comunhão com Deus. Mas, cedendo à tentação de Satanás, num ato livre de desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a comunhão com Deus e dele ficou separado. Em conseqüência da queda de nossos primeiros pais, todos somos, por natureza, pecadores e inclinados à prática do mal. Todo pecado é cometido contra Deus, sua pessoa, sua vontade e sua lei. Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo. O pecado maior consiste em não crer na pessoa de Cristo, o Filho de Deus, como Salvador pessoal. Como resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus, ele está sujeito à morte e à condenação eterna, além se tornar inimigo do próximo e da própria criação de Deus. Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e assim depende da graça de Deus para ser salvo.
SALVAÇÃO
A salvação é outorgada por Deus, pela sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé, em Jesus Cristo , como único Salvador e Senhor. O preço da redenção eterna do crente foi pago de uma vez, por Jesus Cristo, pelo derramamento do seu sangue na cruz. A salvação é individual e significa a redenção do homem na inteireza do seu ser. É um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação.
A REGENERAÇÃO é o ato inicial da salvação, em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo. É obra do Espírito Santo, em que o pecador recebe o perdão, a justificação, a adoção como filho de Deus, a vida eterna e o dom do Espírito Santo. Nesse ato o novo crente é batizado no Espírito Santo, é por ele selado para o dia da redenção final, e é liberto do castigo eterno dos seus pecados. Há duas condições para o pecador ser regenerado: arrependimento e fé. O arrependimento implica mudança radical do homem interior, por força do que ele se afasta do pecado e se volta para Deus. A fé é a confiança e aceitação de Jesus Cristo como Salvador e a total entrega da personalidade a ele por parte do pecador. Nessa experiência de conversão, o homem perdido é reconciliado com Deus, que lhe concede perdão, justiça e paz.
A JUSTIFICAÇÃO que ocorre simultaneamente com a regeneração é o ato pelo qual Deus, considerando os méritos do sacrifício de Cristo, absolve no perdão o homem de seus pecados e o declara justo, capacitando-o para uma vida de retidão diante de Deus e de correção diante dos homens. Essa graça é concedida não por causa de quaisquer obras meritórias praticadas pelo homem, mas por meio de sua fé em Cristo.
A SANTIFICAÇÃO é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita. Ela ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo.
A GLORIFICAÇÃO é o ponto culminante da obra da salvação. É o estado final, permanente, de felicidade dos que são redimidos pelo sangue de Cristo.
ELEIÇÃO
Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça. Ante da criação do mundo, Deus, no exercício de sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, receberiam livremente o dom da salvação. Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens. A salvação do crente é eterna. Os salvos perseveram em Cristo e estão guardados pelo poder de Deus. Nenhuma força ou circunstância tem poder para separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus . O novo nascimento, o perdão, a justificação, a adoção como filhos de Deus, a eleição e o dom do Espírito Santo asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação.
REINO DE DEUS
O Reino de Deus é o domínio soberano e universal de Deus e é eterno. É também o domínio de Deus no coração dos homens que, voluntariamente, a ele se submetem pela fé, recebendo-o como Senhor e Rei. É, assim, o reino invisível nos corações regenerados, que opera no mundo e se manifesta pelo testemunho dos seus súditos. A consumação do Reino ocorrerá com a volta de Jesus Cristo, em data que só Deus conhece, quando o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus.
IGREJA
Igreja é uma congregação de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. É nesse sentido que a palavra “Igreja” é empregada, no maior número de vezes, nos livros do Novo Testamento. Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas, com a finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho. As Igrejas neotestamentárias são autônomas, praticam a disciplina e se regem em todas as questões espirituais e doutrinárias exclusivamente pela Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo. De acordo com Efésios 4.11, existe na Igreja os cinco ministérios. As Igrejas devem relacionar-se com as demais Igrejas com regra de fé e práticas na Bíblia. O relacionamento com outras entidades, quer sejam de natureza eclesiástica ou outra, não deve envolver a violação da consciência ou o comprometimento da lealdade a Cristo e sua Palavra. Cada Igreja é um templo do Espírito Santo. Há também no Novo Testamento um outro sentido da palavra “Igreja”, em que ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e sobre ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual ele mesmo é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus.
O BATISMO E A CEIA DO SENHOR
O Batismo e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças da Igreja, estabelecidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo, sendo ambas de natureza simbólica, porém não devemos banalizá-las. O Batismo consiste na imersão do crente em água, após sua pública profissão de fé em Jesus Cristo único Salvador, suficiente e pessoal. Simboliza a morte e o sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos. O Batismo, que é condição para ser membro de uma Igreja, deve ser ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A Ceia do Senhor é uma cerimônia da Igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simboliza por meio dos elementos utilizados: o pão e o vinho. Nesse memorial, o pão representa o corpo de Cristo, dado por nós no Calvário, e o vinho simboliza o seu sangue derramado. A Ceia do Senhor deve ser celebrada pelas Igrejas até a volta de Cristo e sua celebração pressupõe o Batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo dos participantes.
O DIA DO SENHOR
O domingo, dia do Senhor, é o dia do descanso cristão, satisfazendo plenamente a exigência divina e a necessidade humana de um dia em sete para o repouso do corpo e do espírito. Com o advento do cristianismo, o primeiro dia da semana passou a ser o dia do Senhor, em virtude de haver Jesus Cristo ressuscitado nesse dia. Deve ser para os cristãos um dia de real repouso em que, pela freqüência aos cultos nas Igrejas e pelo maior tempo dedicado à oração, à leitura bíblica e outras atividades religiosas, eles estarão se preparando para “aquele descanso que resta para o povo de Deus”. Nesse dia os cristãos devem abster-se de todo trabalho secular, executando aquele que seja imprescindível e indispensável à vida da comunidade. Devem também abster-se de recreações que desviem a atenção das atividades espirituais.
MINISTÉRIO DA PALAVRA
Todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos seus talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo. Entretanto, Deus escolhe, chama e separa certos homens, de maneira especial, para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua palavra. O pregador da Palavra é um porta-voz de Deus entre os homens. Cabe-lhe missão semelhante àquela realizada pelos profetas do Velho Testamento e pelos Apóstolos do Novo Testamento, tendo o próprio Jesus como exemplo e padrão supremo. A obra do porta-voz de Deus tem uma finalidade dupla: a de proclamar as boas-novas aos perdidos e a de apascentar os salvos. Quando um homem convertido dá evidências de ter sido chamado e separado por Deus para esse ministério, e de possuir as qualificações estipuladas nas Escrituras para o seu exercício, cabe à Igreja local a responsabilidade de separá-lo, formal e publicamente, em reconhecimento da vocação divina já existente e verificada em sua experiência cristã. Esse ato solene de consagração é consumado quando os membros do concílio Pastoral impõe as mãos sobre o vocacionado. O ministro da Palavra deve dedicar-se totalmente à obra para a qual foi chamado, dependendo em tudo do próprio Deus. O pregador do evangelho deve viver do evangelho. Às Igrejas cabe a responsabilidade de cuidar e de sustentar adequada e dignamente seus Pastores.
MORDOMIA
Mordomia é a doutrina bíblica que reconhece Deus como Criador, Senhor e Dono de todas as coisas. Todas as bênçãos temporais e espirituais procedem de Deus e por isso devem os homens a ele o que são e o que possuem e, também, o sustento. O crente pertence a Deus porque Deus o criou e o remiu em Jesus Cristo . Pertencendo a Deus, o crente é mordomo ou administrador da vida, das aptidões, do tempo, dons bens, da influência, das oportunidades, da personalidade, dos recursos naturais e de tudo o que Deus lhe confia em seu infinito amor, providência e sabedoria. Cabe ao crente o dever de viver e comunicar ao mundo o evangelho que recebeu de Deus. As Escrituras Sagradas ensinam que o plano específico de Deus, para o sustento financeiro de sua causa, consiste na entrega pelo crente de dízimos e ofertas alçadas. Devem eles trazer à Igreja a sua contribuição sistemática e proporcional, com alegria e liberalidade, para o sustento do ministério, das obras de evangelização, beneficência e outras.
EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES
A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando à reconciliação do homem com Deus. É dever de todo discípulo de Jesus e de todas as Igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do evangelho, procurando fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as nações, cabendo as Igreja batizá-los e ensiná-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou. A responsabilidade de evangelização estende-se até aos confins da terra e por isso as Igrejas devem promover a obra de missões, rogando sempre ao Senhor que envie obreiros para a seara.
EDUCAÇÃO RELIGIOSA
O ministério docente da Igreja, sob a égide do Espírito Santo, compreende o relacionamento de Mestre e discípulo entre Jesus Cristo e o crente. A Palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã. O programa de educação religiosa nas Igrejas é necessário para a instrução e o desenvolvimento de seus membros, a fim de “crescerem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Às Igrejas cabe cuidar do doutrinamento adequado dos crentes, visando à sua formação e desenvolvimento espiritual, moral e eclesiástico, bem como motivação e capacitação sua para o serviço cristão e o desempenho de suas tarefas, no cumprimento da missão da Igreja no mundo.
LIBERDADE RELIGIOSA
Deus e somente Deus é o Senhor da consciência. A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais do homem, inerente à sua natureza moral e espiritual. Por força dessa natureza, a liberdade religiosa não deve sofrer ingerência de qualquer poder humano. Cada pessoa tem o direito de cultuar a Deus, segundo os ditames de sua consciência, livre de coações de qualquer espécie. A Igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivos e funções. É dever do Estado garantir o pleno gozo e exercício da liberdade religiosa, sem favorecimento a qualquer grupo ou credo. O Estado dever ser leigo e a Igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado é de ordenação divina para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade, é dever dos crentes orar pelas autoridades, bem como respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que se oponha à vontade e à lei de Deus.
ORDEM SOCIAL
Como sal da terra e luz do mundo, o cristão tem o dever de participar em todo esforço que tende ao bem comum da sociedade em que vive. Entretanto, o maior benefício que pode prestar é anunciar a mensagem do evangelho; o bem-estar social e o estabelecimento da justiça entre os homens dependem, basicamente, da regeneração de cada pessoa e da prática dos princípios do evangelho, na vida individual e coletiva. Todavia, como cristãos, devemos estender a mão de ajuda aos órfãos, às viúvas, aos anciões, aos enfermos e outros necessitados, bem como a todos aqueles que forem vítimas de quaisquer injustiça e opressões. Isto faremos no espírito de amor, jamais apelando para quaisquer meios de violência ou discordantes das normas de vida expostas no Novo Testamento.
A FAMÍLIA
A família, criada por Deus para o bem do homem, é a primeira instituição da sociedade. Sua base é o casamento monogâmico e duradouro por toda a vida, só podendo ser desfeito pela morte ou pela infidelidade conjugal, isso por causa da dureza do coração. O propósito imediato da família é glorificar a Deus e prover a satisfação das necessidades humanas de comunhão, educação, companheirismo, segurança, preservação da espécie e bem assim o perfeito ajustamento da pessoa humana, em todas as suas dimensões. Caída em virtude do pecado, Deus provê para ela, mediante a fé em Cristo, a bênção da salvação temporal e eterna e, quando salva, poderá cumprir seus fins temporais e promover a glória de Deus.
MORTE
Todos os homens são marcados pela finitude, de vez que, em conseqüência do pecado, a morte se estende a todos. A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoais após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus em Cristo, enquanto estão neste mundo. Com a morte, está definido o destino eterno de cada homem. Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A esse estado de felicidade as Escrituras chamam “dormir no Senhor”. Os incrédulos e impenitentes entram, a partir da morte, num estado de separação definitiva de Deus. Na Palavra de Deus, encontramos claramente expressa a proibição divina da busca de contato com os mortos, bem como a negação da eficácia de atos religiosos com relação aos que já morreram.
JUSTOS E ÍMPIOS
Deus, no exercício de sua soberania, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final. Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória. Os mortos em Cristo serão ressuscitados e os crentes ainda vivos, juntamente com eles, serão transformados, arrebatados e se unirão ao Senhor. Os mortos sem Cristo também serão ressuscitados. Conquanto os crente já estejam justificados pela fé, todos os homens comparecerão perante o tribunal de Jesus Cristo para serem julgados, cada um segundo suas obras, pois através destas é que se manifestam os frutos da fé ou da incredulidade. Os ímpios condenados e destinados ao inferno lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus. Os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu, com o Senhor.
MINISTÉRIO APOSTÓLICO
O QUE É UM APÓSTOLO?
Apóstolo vem da palavra grega Apóstolos, que é correspondente do verbo apostello, que significa enviar com um propósito particular e com uma comissão específica daquele que está enviando. E quando isto acontece o enviado possui plenos poderes de ser como o representante pessoal daquele que o envia, e no grego antigo apostello significava ser enviado com uma autorização divina.
O novo testamento usa a palavra Apóstolos para os 12 Apóstolos chamados pessoalmente por Jesus, mas no mínimo mais 12 também foram chamados de Apóstolos, Andronicus, Apolo, Epafroditus, Tiago (irmão de Jesus), Junia, Matias, Paulo, Silas, Timóteo e outros.
A – APÓSTOLO É UM DOM ESPIRITUAL:
Apóstolo é um dom espiritual, que está relacionado entre outros dons espirituais em 1Co. 12:28 – “E a uns pôs Deus na Igreja, primeiramente Apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”.
Também estão listados em Efésios 4:11 em uma lista de tipos de indivíduos que Deus concede a Igreja como dons ministeriais, onde são constituídos como funções na Igreja. “E Ele mesmo deu uns para Apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para Pastores e doutores”.
Sendo tecnicamente correto afirmar que o indivíduo que possui na Igreja a função de mestre, dom ministerial de mestre, possua o dom espiritual de ensino, a pessoa que possua a função de profeta, dom ministerial de profeta, possua o dom espiritual de profecia como uma qualificação principal para exercer esta função específica.
IMPORTANTE. Diferença profunda entre função e cargo.
Função está relacionada com o papel ou tarefa a cumprir, diferente de cargo que está relacionado com posição ou título e poder.
Homens buscam o poder de um cargo ou título, mas os servos de Deus, buscam cumprir a vontade de Deus, exercendo os seus ministérios com dignidade e autoridade que é delegada por Deus e não conquistada por méritos humanos, autoridade que é reconhecida e apreciada.
Profecia e ensino estão especificamente caracterizados como dons espirituais, Rm. 12:6,7. “De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé, se é ministério, seja em ministrar, se é ensinar haja dedicação no ensino”.
O Dr. Peter Wagner define o dom de Apóstolo da seguinte forma:
O dom de Apóstolo é uma habilidade especial que Deus concede a certos membros do corpo de Cristo, para assumirem e exercerem liderança sobre um certo número de Igrejas com uma autoridade extraordinária em assuntos espirituais que é espontaneamente reconhecida e apreciada por estas Igrejas.
A palavra chave nesta definição é AUTORIDADE, pois isto nos ajuda a evitar um erro muito comum que as pessoas fazem ao confundirem o dom do Apóstolo com o dom de missionário.
A palavra missionário vem do latim missionarius que significa uma pessoa enviada para uma certa área para exercer um trabalho religioso, isto trás uma certa afinidade com o conceito de (Apóstolo), como um enviado.
Paulo descreve muito bem o dom espiritual de missionário, Efésios 3:6-9. “A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho; do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder. A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo. E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou”.
Em outras palavras Paulo atribui a habilidade que ele possuía como um judeu, nada menos que um hebreu dos hebreus, de ministrar trans - culturalmente para os gentios, através de um dom da graça. O dom de missionário.
O Dr. Peter Wagner define o dom de missionário da seguinte forma:
O dom de missionário é uma habilidade especial que Deus concede a certos membros do corpo de Cristo para ministrar qualquer outro tipo de dom espiritual que ele tenha em uma segunda cultura.
Notem o contraste entre Paulo e Pedro, ambos eram judeus, ambos eram Apóstolos, mas Pedro não era um Apóstolo trans-cultural, ele era o Apóstolo da circuncisão, para seus patriotas judeus, Paulo era um Apóstolo primariamente da incircuncisão, os gentios, que possuíam uma cultura completamente diferente da qual Paulo foi criado.
Pedro tinha o dom de Apóstolo, mas não tinha o dom de missionário, Paulo tinha os dois dons de Apóstolo e de missionário.
B –AUTORIDADE DE EMBAIXADOR
Bill Hamon escreve: A raiz principal do significado de Apóstolo é ser enviado como um representante de outro, com o poder e a autoridade do representado, advinda daquele que o enviou, são como embaixadores que representam um país.
É também importante compreendermos que Apóstolos são seres humanos, eles também passam por bons dias e por maus dias, pois não possuem natureza divina, eles também cometem erros.
Apóstolo John Kelyl, certa vez disse: Algumas pessoas pensam que Apóstolos podem brilhar no escuro, mas não podem.
Apóstolo John Eckhardt, coloca da seguinte forma:
Existem aqueles que pensam que uma pessoa tem que ser perfeita e infalível para ser um Apóstolo, mas precisamos compreender que todos os dons ministeriais são dons da graça. Eles são dados por Deus pela graça e não alcançados ou adquiridos por algum mérito ou esforço humano.
Existem Apóstolos hoje em dia?
Nas últimas décadas tem diminuído muito o número de pessoas que advogam a posição de que muitos dons ministeriais que estavam em perfeita funcionalidade na Igreja primitiva, cessaram no final da era apostólica com a finalização do cânone do novo testamento.
Outros advogam que embora o dom ainda persista nos dias de hoje, não devemos usar o título de Apóstolo, pois o título de Apóstolo parece ter um anel de glória e autoridade, onde os Apóstolos verdadeiros nunca deveriam reivindicar.
Na prática podemos confortavelmente reconhecer em nosso meio líderes com títulos de Pastor, evangelista, e até professor ou doutor, mas não nos sentimos tão confortáveis para reconhecer o profeta, ou Apóstolo, mais por causa de nossas tradições do que por uma exegese bíblica (Ef. 4.11).
Reconhecemos muito bem atualmente o termo evangelista, mas não era tão bem aceito nos tempos de Charles Finney que viveu entre 1825 – 1875, na realidade Finney criou uma grande controvérsia quando aceitou a função de evangelista.
A função do Apóstolo
É importante compreendermos que uma coisa é a função e a outra é o dom de Apóstolo. Qualquer função advém do reconhecimento público pelo corpo de Cristo, de que um indivíduo possui um determinado dom e que é autorizado a ministrar este dom de um modo oficial. Estamos muito acostumados com a ordenação de Pastores, quando oficialmente lançamos Pastores em um ministério com reconhecimento público.
O mesmo princípio deve ser aplicado para o Apóstolo.
Bill Hamon escreve: Cristo deu a Igreja alguns para serem Apóstolos, não para exercer ocasionalmente este dom espiritual. Apóstolos devem ministrar como embaixadores de Cristo, sendo como o próprio ministério apostólico que Jesus exerceria se Ele ainda estivesse aqui pessoalmente.
Qual é a importância dos Apóstolos?
Atos 3:19-21. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor, e envie Ele a Jesus Cristo, que já dantes vós foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio”.
A Igreja como noiva de Cristo está se restaurando e amadurecendo nos últimos séculos no processo de preparação para realizar a tarefa da grande comissão.
Começou com a reforma protestante onde foi restaurado na Igreja: (1) a autoridade das escrituras, (2) a justificação pela fé, (3) o sacerdócio de todo crente.
Com John Wesley foi restaurada a doutrina da necessidade de santidade do cristão. 1Co. 12:28. “E a uns pôs Deus na Igreja, primeiramente Apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”.
Mateus 19:30. “O próprio Jesus profetizou dizendo: Porém muitos primeiros serão derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros”.
Variedade de línguas foi restaurado com o derramamento do Espírito Santo em Azuza Street em Los Angeles, Califórnia (1906-1909), socorros e governos se seguiram com o estabelecimento e estruturação de denominações pentecostais como exemplo as Assembléias de Deus e a Igreja do Evangelho Quadrangular, que se espalharam por todos os continentes.
Em 1940 e 1950 a restauração de curas e milagres, com o surgimento de vários evangelistas de cura em tendas. Em 1970 a restauração dos doutores ou mestres, e o surgimento do mover intercessório. Em 1980 o mover profético foi restaurado na Igreja, e finalmente nos anos 90 se inicia a restauração do dom apostólico.
ISTO NÃO QUER DIZER QUE A IGREJA É PERFEITA, MAS A IGREJA ESTÁ MUITO MAIS PREPARADA AGORA PARA AVANÇAR O REINO DE DEUS EM UMA VELOCIDADE E INTENSIDADE QUE NÃO FOI POSSÍVEL EM OUTRAS GERAÇÕES.
John Eckhardt, diz: Não existe substituto do Apóstolo, o profeta, o evangelista, o Pastor, e o mestre, não podem fazer o que o Apóstolo pode fazer, nem o Apóstolo pode fazer o que os outros dons podem fazer, cada dom é necessário e com um propósito único, eles não são opcionais, se Deus os colocou na Igreja, é porque eles são todos necessários.
UMA VEZ QUE OS APÓSTOLOS RECEBAM O RECONHECIMENTO DEVIDO, A IGREJA SE MOVERÁ EM NOVOS NÍVEIS , David Cannistraci diz: Como que o inimigo tem pavor do Apóstolo, como que ele teme a completa restauração dos ministérios na Igreja!!!
A unção da Igreja apostólica do novo testamento restaurada em nossos dias significará um tremendo impacto no reino das trevas.
- Apóstolos abrem portas espirituais para o evangelho.
1Co. “Ora, quando cheguei a Troas para pregar o evangelho de Cristo, e abrindo-se-me uma porta no Senhor”.
Colossenses 4:2-4. “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso, para que o manifeste, como me convém falar”.
John Kelly diz: estamos vivendo em um momento crítico, existe uma grande necessidade nesta geração do ministério apostólico com milagres, e atos e declarações proféticas, quando surgirem Apóstolos aos milhares, seremos capazes de conquistar nações para Jesus Cristo, a grande colheita não pode ser feita sem a restauração deste ministério.
Como um Apóstolo recebe autoridade?
Apóstolos possuem uma extraordinária autoridade espiritual, e ao contrário de homens que se auto-nomeiam Apóstolos, a iniciativa de todo o processo se inicia com Deus, da mesma forma que isto acontece com qualquer outro dom espiritual. Paulo explica da seguinte forma:
1Co. 12:18. “Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis”.
Co. 12:28. “E a uns pôs Deus na Igreja, primeiramente Apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”.
Deus é quem indica, e a Igreja apenas reconhece aquilo que Deus já determinou.
Nós já possuímos o costume de fazer isto com os nossos Pastores, e chamamos este processo de ordenação, todo comitê de ordenação possui a compreensão de que a sua tarefa é de apenas publicamente confirmar aquilo que Deus já fez.
APÓSTOLOS SÃO LÍDERES COM CARISMA
Carisma se aplica a certa qualidade de origem divina, que repousa sobre um certo indivíduo de forma sobrenatural, concedendo-o qualidades, poderes e habilidades que não são normais em pessoas comuns.
Esta liderança carismática não pode vir de uma organização, como uma promoção em uma certa posição de liderança, não advém de nenhum sistema corporativo, mas diretamente de Deus.
Bill Hamon, coloca isto da seguinte forma:
APÓSTOLOS POSSUEM UMA AUTORIDADE DELEGADA PARA REPRESENTAR O REINO DE DEUS DE FORMA GOVERNAMENTAL E NÃO DE FORMA RELIGIOSA, COM AUTORIDADE HIERÁRQUICA CONCEDIDA POR HOMENS, MAS UMA AUTORIDADE ESPIRITUAL CONCEDIDA POR DEUS.
A AUTORIDADE APOSTÓLICA É AVALIADA PELOS SEUS FRUTOS
Jesus disse: Mateus 7:16,20. Por seus frutos os conhecereis.
Em qualquer dos cinco dons ministeriais deve-se seguir a seguinte regra:
1 – Recebe a revelação de Deus - Chamado
2 – Treinamento para o ministério - Prática.
3 – Evidência de frutos. Frutos que permaneçam - Pois toda obra será provada pelo fogo.
QUAIS AS QUALIDADES DE UM GENUÍNO APÓSTOLO?
O termo genuíno Apóstolo é usado nesta questão, para deixar claro que sempre existirão falsos Apóstolos. 2Co. 11:13,14. Porque tais falsos Apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em Apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.
Falsos profetas. Mateus 7:15. “acautelai-vos, porém dos falsos profetas, que vem até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”.
Falsos mestres, 2Pe 2:1. “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós também haverá falsos mestres que introduzirão encobertamente heresias de perdição”.
Falsos Pastores, João 10:12. “Mas o mercenário, e o que não é Pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge, e o lobo as arrebata e dispersa”.
Falsos evangelistas, Gálatas 1:9. “Se alguém vos anunciar outro evangelho, além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”.
Apóstolos possuem um caráter piedoso.
Embora não encontremos no Novo Testamento uma lista específica de qualificações de um Apóstolo, contudo as qualificações do Bispo se enquadra muito bem.
Ninguém poderá ser reconhecido como um Apóstolo se não tiver as seguintes características:
I Timóteo 3:2-6. “Irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento, que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda modéstia, (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da Igreja de Deus?) não neófito, para que ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo”.
Genuína humildade é uma das principais características de um Apóstolo.
Mateus 20:25,26. “Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles, Não será assim entre vós, mas todo aquele que quiser entre grande seja vosso serviço”.
Genuínos Apóstolos são reconhecidos por seus liderados como servos, e quando isto acontece, a autoridade é liberada porque os seus seguidores crêem que qualquer decisão do Apóstolo será sempre para benefício deles. Apóstolos são como pais.
Os que se relacionam com o Apóstolo, o têm como um pai, e pais espirituais fornecem proteção, exemplo, correção, delegação de autoridade.
Isto é tão importante que irá fazer os filhos crescerem em fé, onde muitos serão liberados para exercerem seus próprios ministérios.
Todo pai sempre deseja que o filho seja maior que ele, o próprio Jesus tinha um coração de pai, pois desejava que fizéssemos obras maiores do que Ele próprio.
Apóstolos maduros são como pais, os pais estão sempre preocupados com o bem estar de seus filhos, e estão sempre mais preocupados com o sucesso dos filhos do que deles mesmos, verdadeiros Apóstolos estarão sempre interessados em gerar filhos e filhas para o ministério.
I Timóteo 1:2. “Timóteo meu verdadeiro filho na fé”.
II Timóteo 2:2. “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros”.
4 Gerações, Paulo – Timóteo – Homens – Homens.
VERDADEIROS APÓSTOLOS SÃO “SANTOS”
Verdadeiros Apóstolos são exemplos de piedade e santidade, dizem como Paulo: I Co. 4:4, “Porque em nada me sinto culpado, ao olhar para si próprio não encontram nada de impuro, ou ofensivo a Deus, e podem dizer também como Paulo. Vers. 16. Admoesto-vos que sejais meus imitadores”.
Porque Apóstolo?
1- CRISTIANISMO COMO NO NOVO TESTAMENTO.
As Igrejas apostólicas refletem o estilo de Igreja do Novo Testamento, pelos seus princípios de contextualizar com a cultura contemporânea.
2- PRIORIDADE EM ALCANÇAR O PERDIDO.
A – Seu “negócio” principal como uma obsessão é de alcançar e discipular o perdido.
B – Como os antigos Apóstolos e as Igrejas que eles implantaram, eles alcançaram comunidades inteiras.
C – Para alcançar estas populações, eles adaptaram suas músicas, linguagens, liturgias, estilos de lideranças para contextualizarem a cultura.
D – São norteados pelas experiências, e não por teorias.
3- POR CAUSA DOS DONS E A FUNÇÃO DO APÓSTOLO.
Reconhecem a restauração dos dons e função do Apóstolo como vivos e atuais nas Igrejas hoje em dia, e esta é a mais radical diferença entre a Igreja tradicional e a Igreja apostólica.
- Do Velho para o Novo
- De Cristo como Salvador, para Jesus como Senhor.
- De Jesus o Cordeiro, para Jesus o Leão.
- Da cruz para a coroa.
- Da justificação para a santificação.
- De salvos da morte, para salvos para a vida.
- Do batismo das águas, para o batismo do Espírito.
- De vivendo no deserto, para atravessando o Jordão.
- De fazendo orações, para orando em espírito.
- De temendo o diabo, para fazendo guerra espiritual.
- De aconselhamento, para libertação.
- De treinamento, para unção ou impactação.
- De culpa pelos pecados, para vitória sobre o pecado.
- De liturgia, para espontaneidade.
- De cantando no coral, para cantar em espírito.
- De órgão de tubos, para teclado digital.
- De hinos, para cânticos de louvor e adoração.
- De diretores, para corpo ministerial.
- De predizendo ou prognosticando, para profetizando.
- De falando, para mostrando.
- De vendo e ouvindo, para discernindo.
Igrejas Apostólicas são orientadas por visões e valores. Líderes apostólicos vivem no futuro.
Líderes tradicionais sonham com o passado, vivem no presente e tem medo do futuro; líderes apostólicos apreciam o passado, vivem no presente e sonham com o futuro.
As Igrejas Apostólicas nos molda para o que somos hoje, e o hoje nos adestra para o que seremos amanhã.
No futuro teremos três tipos de pessoas: Aqueles que deixaram as coisas acontecerem, aqueles que fizeram as coisas acontecerem e aqueles que ficarão perguntando: o que aconteceu?
O que é a Reforma Apostólica?
A maior mudança da forma de cristianismo desde a reforma protestante no século 15 está tomando forma hoje em dia. Alguns já chamam este movimento de Nova Reforma Apostólica, Novas formas e novos procedimentos em relação a:
- Governo da Igreja local.
- Relacionamento entre Igrejas e denominações.
- Finanças.
- Evangelismo.
- Missões.
- Oração e intercessão.
- Seleção e treinamento de líderes na Igreja.
- A dependência da unção do Espírito Santo.
- Adoração.
- E outros aspectos importantes de vida da Igreja.
E em todas as regiões do globo, estas Igrejas apostólicas e redes apostólicas constituem o segmento de crescimento mais rápido do cristianismo.
No final da década de 80 missiologistas começaram a observar três fenômenos mundiais acontecendo.
O primeiro foi um extraordinário crescimento das Igrejas independentes na África, onde os líderes africanos iniciaram um processo radical de contextualização, e assim o crescimento das Igrejas independentes africanas tiveram um crescimento violento, somente na África do Sul estimasse existirem mais de 16.000 novas denominações, e em todo o continente africano, novas denominações nascem todos os dias.
O segundo fenômeno foi o surpreendente crescimento das Igrejas nos lares da China comunista, desde o fim da Revolução Cultural dos anos 70, mesmo com a mão pesada do governo Marxista chinês contrário ao cristianismo, a China tem experimentado o maior crescimento da fé cristã em todos os tempos e em todo o mundo, estima-se que existam de 25.000 a 35.000 conversões diárias, com uma Igreja em torno de 100 milhões de cristãos ativos.
O terceiro fenômeno nas Igrejas Latino americanas, ao visitar qualquer grande metrópole na América Latina encontraremos as maiores Igrejas Pastoreadas por líderes que não estão mais sobre qualquer influência de missionários estrangeiros, e que estão liderando as mais importantes e significativas Igrejas e denominações.
A CONSTANTE NECESSIDADE DE ODRES NOVOS
Através dos tempos, a Igreja tem crescido e se expandido pelos continentes, século após século, mas a Igreja cresceu de várias formas, cresceu de uma forma no Novo Testamento, cresceu de outra forma no império romano antes de Constantino, de outra forma no império romano depois de Constantino, de outra forma na idade média, de outra forma na reforma protestante, de outra forma na época da colonização européia nas Américas, de outra forma no pós - II Guerra Mundial, e de outra forma em nosso tempo, e em cada fase nova da Igreja em sua história, um novo odre sempre foi requerido para conter o novo mover do Espírito Santo.
Estamos vivendo no tempo em que o grau de mudanças culturais está alarmantemente acelerada. George Barna, disse: As mudanças hoje em dia estão acontecendo mais rápido hoje do que em qualquer época antes vistas, nossa cultura está se reinventando a cada 3 a 5 anos, estamos tendo padrões de comportamento se transformando de 2 a 3 vezes por década, devemos inovar a Igreja.
Chegamos a uma importante questão: Quantos líderes cristãos estão realmente preparados para tais mudanças? Estamos prontos para ouvir o que o Espírito está dizendo a Igreja hoje? Ap. 2:11. “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito está dizendo a Igreja”.
O PORQUÊ DE UMA NOVA REFORMA
A primeira grande reforma protestante do século XVI, era uma reforma profundamente teológica, a reforma atual não é uma reforma da fé cristã, mas uma reforma da prática cristã, pois a reforma do século XVI veio por causa da apostasia e corrupção da Igreja, a reforma atual não é muito sobre a apostasia e corrupção da Igreja, mas contra a sua irrelevância.
O ELEMENTO MAIS RADICAL DA NOVA REFORMA APOSTÓLICA:
A quantidade de autoridade espiritual delegada pelo Espírito Santo para indivíduos.
As palavras mais importantes desta declaração são autoridade e indivíduos. Autoridade deriva diretamente de confiança. A autoridade está investida em indivíduos em contraste a sessões, diretoria, presbitério, comitês, e outros grupos similares formados para tomarem decisões na Igreja.
E isto funciona em dois níveis:
No nível da Igreja local (Pastores) e em um nível trans-local (Apóstolos).
Ao delegar autoridade a indivíduos acarretasse a duas surpreendentes vantagens:
1- VISÃO MAIS FOCALIZADA, OU MAIS DIRECIONADA.
Quanto mais difuso a visão, mais fraca a organização.
Para exemplificarmos, em um caso concreto de uma denominação nos USA, que tem sofrido um declínio constante desde 1965, alguém levantou uma questão em 1992 de que deveriam rever a visão real da denominação, então convocaram uma reunião de líderes por 3 dias, com o objetivo de identificar as prioridades da Igreja. E como resultado da convocação foi elaborado um documento de 265 páginas detalhando 143 prioridades da denominação.
Ø Onde não existe um líder para lançar a visão, a visão se torna tão difusa que está próxima de se tornar irrelevante.
Metodistas precisam de um novo John Wesley, Presbiterianos precisam de um novo John Knox e Luteranos precisam de um novo Martin Lutero, todos eles em suas épocas, tinham uma autoridade extraordinária como líderes individualmente e suas visões eram claras e inquestionáveis por seus seguidores.
George Barna, escreve (A visão é confiada para um indivíduo), você já notou que na bíblia Deus nunca deu a visão a um comitê? Deus sempre selecionou uma pessoa com o qual Ele compartilhou a visão para um futuro melhor?
2- LIBERANDO CRIATIVIDADE.
Quando os líderes tem a liberdade e a permissão eles podem ser criativos como Deus quer que eles sejam, eles podem assumir riscos, eles podem cometer erros, eles podem explorar novos territórios, eles podem colorir fora das linhas, eles podem derrubar as barreiras, eles podem destruir padrões religiosos, podem sacudir o Status Quo, podem quebrar as regras.
Wolfgang Simson: Apesar dos revolucionários do passado terem se tornado os pilares de confiança da Igreja de hoje, você está pronto para isto? Pois os “desembalanceados”, são aqueles que foram chamados por Deus para fazerem o ridículo, o inacreditável, os que quebram regras, pioneiros espirituais inventando novos caminhos e quebrando barreiras para provocarem mudanças no mundo, pois os que são seguros, normais, balanceados, classe média espiritual, procuraram sempre manter as coisas como estão.
O ponto mais radical no movimento apostólico é sobre a quantidade de autoridade espiritual que o Espírito Santo concede a certos indivíduos, oposto a grupos, comitês, presbitérios, ou corpos diaconais.